Como a transformação digital está remodelando a fisioterapia

10/12/2024

A fisioterapia está sendo impactada pela transformação digital. Especialmente após a pandemia do covid, em 2020, novas tecnologias foram inseridas no setor, potencializando o seu alcance. 

Contudo, comandar um negócio na área e acompanhar as novidades tecnológicas é um desafio a ser enfrentado pelos empreendedores das health techs.

Assim, entender esse cenário e pensar sobre o futuro do segmento são tarefas essenciais para quem quer se destacar no mundo da fisioterapia. 

Como a transformação digital impacta o empreendedor de saúde

A transformação digital redefiniu o pensamento dos founders, especialmente após a virada de chave representada por 2020. Naquele ano, a pandemia destacou a necessidade de adaptação rápida e acelerou a aceitação do uso de tecnologias no setor. 

Então, os empreendedores passaram a buscar soluções que unissem eficiência e acessibilidade. Ferramentas digitais como teleconsultas, aplicativos e plataformas facilitaram o atendimento, possibilitando que profissionais atendessem com qualidade, mesmo à distância. 

Agora, com a popularização de tecnologias como a inteligência artificial (IA), impressão 3D e machine learning (ML), novas possibilidades se abriram para quem empreende na saúde.

A personalização do atendimento, algo cada vez mais valorizado pelos pacientes, tornou-se comum. Além disso, negócios antes restritos à localização geográfica passaram a ter escalabilidade sem fronteiras.

Portanto, o novo cenário estimulou os empreendedores a adotar uma postura inovadora, focada na integração de soluções tecnológicas ao cuidado humano da fisioterapia.

Nesse sentido, o mindset do founders precisou evoluir para adaptar a tecnologia como resposta às demandas crescentes do setor. 

Como será o futuro da fisioterapia pós-transformação digital

O avanço das inovações tecnológicas projeta um amanhã revolucionário para a saúde, com recursos transformadores. 

Soluções inovadoras, como chips e dispositivos que monitoram dados em tempo real, abrem possibilidades para empreendedores desenvolverem produtos e serviços antes inimagináveis

A existência dessas tecnologias transforma a capacidade criativa dos negócios, possibilitando que profissionais integrem funcionalidades inéditas às suas soluções.

Rafael Zanatta, Head no Hub de Inovação Vibee Unimed, afirma que as novas tecnologias e comportamentos abriram portas para empreendedores da saúde

À 19ª edição do Vibee Podcast, ele destaca “a quantidade de novas soluções e tecnologias que não existiam e, que ao existir, começam a dar possibilidade para os empreendedores criarem coisas”. 

Além disso, a combinação de tratamentos síncronos (em tempo real) e assíncronos (flexíveis, como vídeos e mensagens) redefine o acompanhamento médico, equilibrando conveniência e resultado.

O comportamento do brasileiro está acompanhando essa evolução. Gerações mais velhas, antes resistentes à tecnologia, adaptaram-se às inovações e estão conseguindo interagir com elas mais facilmente — como é o caso dos smartphones.

Já as gerações mais jovens demandam soluções práticas, reforçando a necessidade de experiências digitais otimizadas.

Como a fisioterapia pode passar pela transformação digital com sucesso? 

Encarar a transformação digital depende tanto de fatores humanos quanto tecnológicos

Em relação às pessoas, um dos maiores desafios está em alinhar a equipe para além dos fundadores. Assim, sócios e gestores precisam estabelecer uma visão compartilhada e comunicá-la com transparência a todos os colaboradores.

O sucesso dessa medida começa com a definição clara do que se quer alcançar. Sem isso, os esforços tecnológicos podem se perder em iniciativas desconectadas. 

Portanto, é essencial criar uma cultura organizacional com a qual os valores e objetivos sejam continuamente reforçados por toda a equipe.

No ambiente remoto, a autonomia dos profissionais é essencial. Rafael Krasic Alaiti, CEO e co-fundador do Grupo Superador, destaca que o trabalho à distância se torna insustentável sem autogerenciamento. Este, por sua vez, depende da cultura organizacional e clareza de comunicação:

Eu fui ficando obcecado um pouco com essa ideia de construir a empresa e cultura. Então, comecei a perceber que se eu não tivesse um alinhamento muito transparente com todo mundo que trabalha na empresa, eu não poderia dar autonomia — que é uma das coisas que se você (não desenvolve em uma equipe remota) não vai dar certo”.

Assim, a cultura empresarial precisa ser robusta o suficiente para se perpetuar mesmo quando os fundadores não estão diretamente envolvidos em todos os processos. Isso exige uma comunicação constante e clara, como vimos.

Diante dos desafios da transformação digital, até quando vale a pena investir em uma health tech? 

Empreendedores frequentemente acreditam (e se apegam) na capacidade de transformar o setor. Contudo, em algum momento, é necessário avaliar se o esforço ainda faz sentido mesmo frente a tantos obstáculos.

Para isso, estabeleça critérios claros desde o início da atividade. Alaiti destaca a importância de definir metas objetivas, evitando decisões emocionais no calor do momento. 

Como ele ressalta, não adianta construir várias estruturas se a tarefa principal (core business) não estiver sendo realizada. Se a solução do negócio não progride, é um sinal de alerta.

Outro ponto relevante é o custo de oportunidade. Continuar investindo em algo incerto pode comprometer recursos que poderiam alavancar operações mais consolidadas. 

Nesse cenário, a racionalidade deve substituir a paixão inicial para evitar afundar tempo e dinheiro em uma ideia sem futuro.

Estabelecer “critérios de morte” ajuda a evitar prolongar o inevitável. Metas objetivas e prazos bem definidos permitem encerrar um projeto sem culpa, entendendo que desistir também pode ser um movimento estratégico. 

Nesse contexto, investir em tecnologia será viável enquanto ela mostrar progresso real, dentro de prazos e condições previamente alinhados.

O CEO do Grupo Superador destaca ainda a importância de entender que o caminho do empreendedorismo é árduo e desafiador, especialmente na área da saúde. 

Ele aconselha a não se comparar com outras startups, principalmente aquelas que receberam grandes investimentos, pois muitas delas falharam no caminho. Em vez disso, é essencial focar no valor que está sendo gerado e na construção de algo significativo.

Por fim, Alaiti reforça a ideia de que o propósito que motivou o início da jornada pode mudar ao longo do tempo, mas a clareza sobre o que se deseja alcançar é fundamental

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Categoria: VIBEE UNIMED

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